Vinte e cinco municípios
paraibanos que tiveram suas contas de 2010 e 2011 reprovadas pelo
Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) serão alvos de ações civis
públicas (ACPs) por descumprirem preceito constitucional e não aplicarem
o mínimo obrigatório de 25% dos seus recursos na educação. As ações
serão ajuizadas no próximo dia
28 de abril, 'Dia Internacional da Educação'.
28 de abril, 'Dia Internacional da Educação'.
“A
data foi escolhida para que, de forma emblemática e simbólica, possamos
ampliar um trabalho mais detalhado visando o fim da impunidade nesses
casos. Precisamos intensificar os procedimentos para eliminarmos a
sensação de impunidade”, explicou o promotor de Justiça Clístenes
Bezerra de Holanda, coordenador do Centro de Apoio Operacional às
Promotorias de Justiça do Patrimônio Público, Fazenda Pública e Terceiro
Setor (Caop do Patrimônio).
As
ações a serem ajuizadas estarão sendo orientadas em conjunto pelo Caop
do Patrimônio e o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça
da Educação (Caop da Educação). “Os prefeitos vão ser responsabilizados
por atos de improbidade administrativa e, com a condenação, serão várias
consequências, entre elas a suspensão dos seus direitos políticos, que
pode chegar a oito anos”, avisou Clístenes Bezerra.
Na
próxima terça-feira (22), às 10h, na Procuradoria Geral de Justiça
(PGJ), o procurador-geral de Justiça Bertrand Asfora e os dois
coordenadores dos Caops – do Patrimônio e da Educação – vão se reunir
com os promotores de Justiça que têm atuação nos 25 municípios alvos das
ações de improbidade. “Vamos repassar para os promotores as decisões e
criar um modelo das ACPs para esses casos, como parte de uma política
institucional”, avisou Clístenes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário